Bullying: provocações sem limites


       Hoje em dia mais do que nunca se fala em bullying por todo lado. Na televisão, na internet, nas escolas, enfim, no nosso dia a dia, volta e meia ouvimos alguém tocar no assunto. Pois bem, este final de semana assisti ao filme espanhol “Bullying – provocações sem limites” e fiquei pasmo com as cenas. Até agora estou inconformado.

      
      O filme retrata a vida de Jordi, um adolescente que perdeu recentemente seu pai e que, junto à sua mãe, decide mudar de cidade para começar uma nova vida. Em princípio tudo parece bem, mas o destino reservado para ele é uma terrível surpresa, já que quando Jordi passa pelo portão da nova escola, cruza sem saber a tenebrosa fronteira de um novo inferno. As humilhações começam como brincadeiras, e cada vez mais Jordi se vê preso ao medo até que o vexame chega ao limite e ele recorre à soluções radicais para seu problema. Para saber mais sobre o filme clique aqui.

       Muitas pessoas dizem que agora qualquer coisa que acontece com a criança é bullying, que antigamente não existia isso. Existir toda vida existiu, o diferencial é que agora abriu-se os olhos para o problema de proporções gigantescas. Na minha época de escola eu sofri muito com essas “brincadeirinhas”. Na época provavelmente nenhum professor na escola sequer sabia o que era bullying. Eu, com medo de apanhar ou de ser mais ofendido e humilhado publicamente, tornei-me muito passivo diante das situações, pois sabia que sempre iria perder. Depois que saí da escola consegui superar essa fase, mas infelizmente isso não aconteceu com Jordi, o personagem do filme. Apesar de que o que eu passei parecer uma gota d’água no oceano perto do que Jordi passou, sempre há uma saída.


         Ofensa não é brincadeira. Intimidação não é brincadeira. Mentir com intuito de “ferrar” alguém, não é brincadeira. Porque o bullying não é brincadeira. É um tipo de atentado à integridade psíquica, física e social infringido a alguém que será considerado e tratado como uma vítima. E deve se sentir assim. Vai perder todas. Não vai ter razão. Vai ficar à espreita. Portanto é vítima dos ataques do agressor e vítima de si própria, pois se sente impotente para fazer frente ao agressor e se colocar com integridade nas situações (MAKARON, Sônia. Bullying: Como enfrentá-lo?)

      Já estava passando da hora da sociedade acordar pra esse problema. Fechar os olhos como se fazia antigamente, ou apenas dizer que “isso é coisa de criança”, não vai resolver em nada a situação, ao contrário, só vai empurrar da escola para a sociedade o modelo de violência praticado pelos agressores a inocentes. Precisamos reconhecer que o bullying escolar não é uma brincadeira de criança e é prejudicial para todos. Assumir nossa responsabilidade social e humana, afastando esse tipo de violência dos nossos jovens, é uma finalidade a ser atingida. A hora é de arregaçar as mangas e buscar enfraquecer significativamente esse fenômeno nas nossas escolas para assim criar uma sociedade menos violenta e melhor para se viver.



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2 comentários:

  1. Bullying sempre existiu, antigamente as pessoas diziam que isso era brincadeira própria da infância, mas isso não é verdade. Aqui na minha escola há um trabalho pesado anti-bullying. Todas as séries estão sendo trabalhadas, mas especialmente a educação infantil, por que é nessa fase que se forma a personalidade da pessoa. Se desde cedo a criança tomar consciência que bullying não é legal, ela não vai fazer isso.

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  2. Comissão de Justiça aprova projeto que combate o "bullying"
    A Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, presidida pelo deputado Paulo Rangel (PT), aprovou o PL 19.244/11, que dispõe sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao assédio escolar, “bullying”, no projeto pedagógico das escolas públicas de educação básica do Estado, de autoria do deputado estadual Sidelvan Nóbrega (PRB). A matéria ainda deverá ser submetida à votação em Plenário, quando o texto será encaminhado ao chefe do Executivo. Sendo aprovado, o período de vigência passa a valer após a data de sua publicação no Diário Oficial.

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